Relatório esclarece as causas do rompimento da barragem de Brumadinho
Reprodução

A VALE apresentou hoje um relatório elaborado por especialistas contratados pela empresa   para esclarecer as causas do rompimento da barragem de Brumadinho, em Minas Gerais.

A conclusão foi que a estrutura se desfez por Liquefação, ou seja, a barragem perdeu resistência  e, logo, se desfez.

O estudo foi feito a pedido dos advogados da VALE,  com especialistas em Geotecnia, liderados pelo professor Peter Robson, PHD em Geotecnia  pela Universidade British Columbia, no Canadá, o qual é considerado um dos maiores especialistas do mundo no assunto

O resultado e a confirmação foram divulgados hoje, em uma entrevista coletiva, em São Paulo.

Foi a primeira vez que a causa do rompimento foi divulgada.

A Liquefação acontece quando, na mistura da água com o rejeito, a água passa a predominar, deixando tudo mais instável.

A barragem da Mina Córrego do Feijão se rompeu em 25 de janeiro de 2019, deixando 217 mortes, além de  13 pessoas, ainda, desaparecidas.

O relatório explica que houve perda da resistência significativa e repentina, e aponta que os materiais da barragem apresentavam comportamento frágil, e ainda trouxe outros gatilhos que puderam ter contribuído  para essa desestabilização.

O paredão que segurava o rejeito foi construído de forma íngreme demasiado, onde a água começou a ter contato com o topo da estrutura, e as ampliações  da barragem passaram a ser feitos sobre rejeitos mais finos. Além disso, a drenagem interna não era suficiente.

A alta concentração de ferro junto com a chuva que  atingia a região na época do desastre, levaram ao colapso da estrutura.

A possibilidade do rompimento da barragem por motivo de Liquefação já havia sido considerada: Seis dias depois da tragédia, o Secretário de Meio Ambiente de Minas Gerais disse que tudo apontava para essa causa, mesma responsável pelo desabamento da barragem de Mariana, em 2015.

O relatório diz também que, em menos de 5 minutos, quase 10 milhões de metros cúbicos de rejeitos vazaram da estrutura, o que corresponde a 75% do volume total armazenado na barragem.

O relatório já está na Comissão de Valores Imobiliários, e também será entregue ao Governo de Minas, Ministério Público, e todos os órgãos que investigam o rompimento da barragem.

Após a divulgação, a VALE reforçou que desde janeiro, data da tragédia, tem realizado uma ampla e detalhada investigação técnica em todas as suas barragens, bem como apoio às vítimas.

(Foto: Reprodução)

 

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